O Jeito Luiz Neves de Fazer História

Nessa busca incessante por material sobre a história de Pesqueira descobri os mais diversos tesouros, de todos os tipos. Há aqueles livros consagrados, que todo mundo fala, comenta, indispensáveis para qualquer um que queira se inteirar do assunto. Talvez os maiores exemplos destas obras sejam Pesqueira e o Antigo Termo de Cimbres, de seu Cazuzinha Maciel, e Ararobá, Lendária e Eterna, do Dr. Luis Wilson. De fato são dois livros dos quais não se pode abrir mão quando o assunto for a história local.
Foto: Pequeira Notícias
Os historiadores, mesmo os que historiam apenas por amor à terra, como é o caso dos dois mestres citados, se apegam demais a documentos e outras fontes formais, o que é natural e evidentemente necessário. Então se tem um texto sério, apurado, confiável, de qualidade histórica verdadeira. Mas ainda há aquele escritor que “brinca” de escrever, que observa os arredores, o que se passa nos bares, nas feiras, nas calçadas. Para alguns, a experiência de ler um texto como esse é como viajar no tempo e parar numa época não vivida, tamanha a vivacidade da história contada. Parece que era a gente que estava ali escorado na parede da venda enquanto um “seu Zé” qualquer entrava para comprar uma garrafa de cajuína ou um pacote de mata-fome. Dá aquela sensação gostosa de ver pela janela de casa as pessoas passando na rua, se cumprimentando com um “boa tarde” enquanto o Sol se prepara para descer em repouso depois de iluminar o dia. Esse é o sentimento que tive quando conheci a obra de Luiz Neves. 
Meu primeiro contato com suas crônicas foi com Pesqueira – Evocação Ano 100, que comprei assim, sem querer, e não consegui parar de ler até alcançar a última linha da última página. A parte sobre os tipos populares é particularmente impressionante, um trabalho sem par, carregado de extrema honestidade para com os personagens que trata. Estes são na verdade pessoas reais, cidadãos de uma Pesqueira de outrora, que o tempo, cruel como só ele, tem insistido  em querer apagar. Mas Luiz Neves, generoso conosco, conseguiu guardar um precioso pedacinho deles ali, dentro daquelas cento e tantas páginas. E eles estão sempre disponíveis a visitas, quantas vezes a gente quiser, basta abrir o livro em um dos capítulos onde eles “vivem”. É tudo muito real: o modo de vida, o jeito de falar, de se comportar. É um registro sem máscaras, sem mistérios ou adereços, que mostra o povo do jeito que o povo é.
Ele era um contista e tanto e muitas de suas crônicas são assim vestidas. Elas provocam emoções de todos os tipos. Entre outras, nós rimos além da conta com a história de Estambo de Arubú, que “escapou fedendo” de um de seus pitorescos trabalhos e nos surpreendemos demais com o fenomenal Maro Doido e suas “contanças” nas ruas de Pesqueira. Isso sem falar no episódio comovente de seu desaparecimento na tentativa de lutar pelo País na 2ª Grande Guerra. Só lendo para entender o que estou falando. São histórias tão bem contadas que conseguimos montar em nossas mentes seus cenários com facilidade. Elas fluem tão naturalmente que nos levam de volta a caminhar pelas ruas de terra da cidade, hoje desaparecidas, cobertas pelo asfalto da modernidade.
Nesta obra há ainda sua frase genial, a frase por qual eu vinha procurando desde o começo da minha existência como pesqueirista, a frase que me causa inveja por não ter tido a sensibilidade suficiente para criar: “Na realidade, Pesqueira é, numa síntese, o meu verdadeiro Brasil!”. 
Ainda achando pouco, ele deixa como presente para as futuras gerações, para os que estarão comemorando os duzentos anos de Pesqueira, uma carta tão emocionada que duvido que os olhos de um verdadeiro pesqueirense não queiram se banhar em lágrimas. 
Luiz Neves teve para Pesqueira uma importância impossível de ser descrita nestas tão poucas linhas, e não só no campo da Literatura,  já que foi também um respeitado homem da política. Mas reverencio sua memória neste momento especialmente em nome de pessoas simples que nenhum outro escritor parou para enxergar e dar a merecida importância. Ele foi um dos poucos a perceber que a história não é feita só de nobreza, de títulos e patentes. Graças a ele, homens sem nome se tornaram imortais.
Oliveira do Nascimento.
MyFreeCopyright.com Registered & Protected Licença Creative Commons

Este artigo pertence ao Pesqueira Histórica.

Feira de Pesqueira e Capela em Velha Fotografia

Eis uma grande e importante descoberta para nossa história. Trata-se de uma das mais antigas imagens de Pesqueira, na qual aparece a feira no largo da matriz. Provavelmente esta é sua foto mais antiga e consta no Álbum de Pernambuco, que foi publicado em 1913. A mesma foi digitalizada por mim do exemplar original cedido gentilmente por José Florêncio Neto.

Feira de Pesqueira em antiga fotografia. Clicar na imagem para ampliar.

A data da imagem é provavelmente 1908 ou 1909. As evidências para esta afirmação são as seguintes:
  1. No mesmo álbum citado, consta uma fotografia da Fábrica Rosa, de quando a reforma feita na fachada em 1910 ainda não havia ocorrido;
  2. Consta ainda uma outra fotografia, esta da Fábrica Peixe, onde se vê o convento já construído (o que seu deu em 1908) e NÃO se vê os trilhos do bonde na rua, transporte que teve sua ultima fase de implantação em 1911, quando passou a transportar também passageiros (ver WILSON, Luís. Ararobá, Lendária e Eterna. Pesqueira, 1980);
  3. Na própria foto da feira NÃO se vê os trilhos do bonde, que passavam ao lado da igreja matriz.

Evidentemente cinema O Ideal de seu Tito Rego ainda não existia, pois o mesmo foi aberto em 1914. Na foto pode-se ver o prédio original, sem a reforma feita por ele (na rua de baixo, de quatro portas escuras, na esquina).

É interessante observar que a capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens, naquela época, ainda não havia passado pela reforma, que só ocorreria em 1919/1920. Ela aparece à direita do observador, no fim da rua. Pode-se ver logo acima da cumeeira do seu telhado as duas janelas do sobrado que, com a mesma reforma, tornou-se a sede da Diocese de Pesqueira. Estas duas janelas ainda hoje existem na construção. Embora  a igrejinha apareça em grande parte encoberta, dá para ter uma visão parcial do oitão no qual ficava o seu cemitério interno, o primeiro de Pesqueira. Dá para perceber também que, como falava o Pe. Frederico Maciel (ver Ubassagas, 1982), ela avançava no alinhamento da rua. Essa informação já havia me sido confirmada pelo Pe. Eduardo Valença, que fez um esboço demonstrando a situação.

Foto posterior à reforma. Clique para ampliar.

Por esta fotografia, o Pe. Eduardo Valença também constatou que a altura da capela ainda é a mesma da original. Realmente, olhando-se foto posterior, da mesma perspectiva, percebe-se que o telhado alcança a mesma altura que alcançava antes da reforma feita por Dom José Lopes. Fica fácil perceber se compararmos o telhado da capela e as janelas do sobrado nas duas fotos. Esse fato pode confirmar também que a obra do bispo foi mesmo uma reforma e não uma reconstrução, como falam alguns. As paredes que existem hoje devem ser ainda as originais e não outras construídas, tendo sido demolidas apenas as do cemitério lateral.
O original da foto é raríssimo. Até pouco tempo eu pessoalmente nem sabia que a mesma existia. A qualidade da impressão no Álbum de Pernambuco é péssima, sem a mínima definição. O acesso à fotografia original seria importantíssimo para remontar a história da capela, que só aparece em mais uma foto conhecida, sendo esta mais antiga ainda que a outra.
São achados como esse que me fazem continuar motivado a pesquisar e a divulgar meu material. Não perco as esperanças de que um dia venha a noticiar que encontramos a foto original e que enfim pudemos reconstituir a histórica capela da Fazenda Poço Pesqueiro.
Por Oliveira do Nascimento.

OBS: Para ampliar as imagens, clique nas mesmas.

MyFreeCopyright.com Registered & Protected Licença Creative Commons

Este artigo pertence ao Pesqueira Histórica.

Comentário Sobre a Casa Grande | Por Pe. Eduardo Valença

Comentário escrito pelo Pe. Eduardo Valença a respeito da matéria Remontando a Fazenda Poço Pesqueiro

Uma indicação das datas das construções, ou pelo menos da seqüência delas, seria possível por meio de uma arqueologia das construções em si.  Qual das casas é em taipa? Meu pai falava de uma casa no centro construída em taipa que ninguém percebe por fora. Seria possível pelas seteiras que existiam nas edículas (hoje demolidas ou desfiguradas) dos sobrados geminados.

À esquerda a casa grande. À direita, do outro lado da rua, a senzala.

Curiosíssimo: surgirem sobrados geminados em pleno sertão, a infinita distância da capital.  Os pedreiros vieram de lá? Evidencia uma planta elaborada, uma intenção desde o alicerce, a escada comum a dois, como um prédio de apartamentos, isso numa fazenda!!! (não há uma rachadura neles!). Indica talvez o melhor terreno para se construir.  

Seria preciso examinar as empenas das casas de todo o arruado, uma a uma, para verificar qual foi construída primeiro, mas ninguém pode sair por ai descascando o reboco das casas particulares. E se foi a casa grande alguma casa do lado esquerdo da capela? O padrão de Jenipapo, fazenda mais antiga, é uma casa senhorial térrea – cemitério – capela.  Será que a primeira casa de Pesqueira não foi também do lado esquerdo da Capela? As pessoas antigas tinham algum preconceito contra casas velhas, quem sabe não destruíram a primeira casa?  Nessa hipótese, há muito terreno a escavar.
A atual câmara, que não se justifica ainda ali funcionar, tanto espaço que se tem, está aí a Peixe inteira pra a receber – ali é lugar para uma biblioteca, um museu, ou semelhante. Pois bem, aquele prédio parece inspirar-se na Cadeia do Brejo, projeto do engenheiro francês Luís Vauthier, até pela localização, estrategicamente situada a cavaleiro de todo o entorno, na extremidade oeste da chã, sobre a qual se situa todo aquele sitio e casas, com privilegiada visão das antigas várzeas, hoje quase não mais existentes.
Luiz Wilson fala de uma casa de hóspedes…Qual a primeira casa? A favor da Câmara:  a senzala defronte, que ainda aparece em antigas fotos, que funcionou algum tempo como depósito de lixo e hoje campeia,  imponente, a casa da família Araújo Barros. Morreu a mulher com mais de cem anos que poderia dizer qual teria sido.
E há o folclórico assunto das botijas com seus caçadores (eles existem), aí já fica para o próximo capítulo.
Pe. Eduardo Valença.

Este artigo pertence ao Pesqueira Histórica.

O Primeiro Bispo da Diocese de Pesqueira

A maioria das pessoas, talvez todas, tem Dom José Lopes como o primeiro bispo de Pesqueira. No entanto a história oficial é diferente.
Em 5 de dezembro de 1910, a Igreja de Roma criou a Diocese de Floresta, a primeira do Sertão pernambucano, desmembrada da então Diocese de Olinda, que na mesma data foi elevada a Arquidiocese. Em 12 de maio do ano seguinte, a nova e imensa diocese conheceria o seu primeiro bispo, Dom Augusto Álvaro da Silva, um recifense nascido em 8 de abril de 1876 e ordenado sacerdote em 1899. Sendo esta a mesma sede episcopal que depois, em 1918, seria transferida para Pesqueira, temos Dom Augusto oficialmente como seu primeiro bispo e Dom José Lopes, nomeado em 1915, como o segundo titular, embora este consagrado popularmente na cidade como o primeiro.

 

Dom Augusto Álvaro Cardeal da Silva
Luís Wilson nos conta (Roteiro de Velhos e Grandes Sertanejos. Recife: FIAM. 1978) que Dom Augusto era um homem culto e inteligente, poeta e jornalista. Ele chegou até a publicar alguns livros sob o pseudônimo de Carlos Neto. Sua nomeação para bispo da nova Diocese saiu em 20 de dezembro de 1910  e sua sagração ocorreu em 22 de outubro de 1911 na matriz de São José, em Recife, por  Dom Luiz de Brito (tendo como auxiliares Dom Joaquim de Almeida e Dom Francisco, bispos de Natal e do Maranhão, respectivamente).
Também Luis Wilson, citando Álvaro Ferraz (autor de Floresta, Memórias de duma Cidade Sertaneja no seu Cinqüentenário), nos conta também que no dia 16 de novembro de 1911 partiu uma comitiva de Floresta. O grupo era formado por Antônio Serafim de Sousa Ferraz (conhecido como Antônio Boiadeiro), Antônio Ferraz de Sousa e João Barbosa de Sá Gominho, sertanejos acostumados a cavalgar por aqueles caminhos inóspitos. A missão era conduzir o bispo de Mimoso (em Pesqueira), fim da linha da Great Western, até sua nova residência. Sem o apoio do grupo, que conhecia muito bem o caminho e suas pousadas, a viagem seria mais demorada e mais perigosa.
A comitiva deixa Mimoso em 23 de novembro e alcança o último pouso na tarde do dia 28, a fazenda Água-Pé, às margens do Riacho do Navio. Essa parte da história Luiz Wilson ouviu do sertanejo Fortunato de Sá Gominho, conforme consta em sua obra já citada.
O grupo finalmente alcançou seu destino na manhã do dia seguinte. Era então entre 8 e 9 horas da manhã do dia 29 de novembro de 1911. O bispo entrou na cidade acompanhado de mais de 300 cavaleiros e foi recebido pela população com uma grande festa, fogos e a banda municipal, que executava o Hino Pontifício. Na igreja matriz a recepção foi a cargo do vigário José Ribeiro e do vigário de Belém de São Francisco, o padre Phalemppim.
Dom Augusto alavancou o desenvolvimento educacional e cultural de Floresta fundando um colégio, um jornal (o Alto Sertão) e um seminário. No entanto, em 08 de setembro de 1915, ele deixou sua primeira Diocese para dirigir a Diocese de Barra, na Bahia. Em 1924 torna-se arcebispo daquele Estado e ganha destaque no País inteiro ao organizar o primeiro Congresso Eucarístico Nacional e ao se tornar presidente da Comissão dos Congressos Eucarísticos Brasileiros.
Em 11 de janeiro de 1953, Dom Augusto é nomeado cardeal pelo Vaticano, depois de somar uma grande obra  humana e religiosa. Falecido em 1968, foi sepultado com suas vestes de bispo, conforme sua vontade.
Há muito mais a se falar sobre o grande Dom Augusto Cardeal Silva, no entanto a nossa intenção é tratar o assunto de forma sucinta. Assim, depois dessa introdução, vamos à parte que corresponde à história de Pesqueira.
Com a saída de Dom Augusto da Diocese de Floresta, lá ficou como administrador apostólico o padre Frederico de Oliveira, que era vigário de Tacaratu. Ainda naquele ano de 1915, em 21 de novembro, toma posse o novo bispo: Dom José Antônio de Oliveira Lopes, natural de Recife e nascido em 11 de abril de 1868.
Em 1918, no entanto, a cidade de Floresta sofre um duro golpe. O Papa Bento XV, pela bula ARCHIDIOCESIS OLINDENSIS ET RECIFENSIS, de 02 de agosto de 1918, transfere a Diocese de Floresta para Pesqueira. Esse é um ponto no qual muita gente ainda tem dúvida. O fato é que a Diocese de Pesqueira não foi criada em 1918 e sim em 1910 e Dom José Lopes não é bispo desde 1919 e sim desde 1915. A bula papal mudou o endereço da antiga diocese e o seu nome e na verdade não criou uma nova. Naturalmente Dom José Lopes já era o bispo titular, então se mudou para Pesqueira no ano seguinte.
 
O ótimo site Catholic Hierarchy (disponível em http://www.catholic-hierarchy.org) consegue mostrar bem esse processo:
Data
Evento
De
Para
05/12/1910
Instituída
Diocese de Olinda
Diocese de Floresta (instituída)
02/08/1918
Nome mudado
Diocese de Floresta
Diocese de Pesqueira
30/11/1923
Perda de território
Diocese de Pesqueira
Diocese de Petrolina (instituída)
02/07/1956
Perda de território
Diocese de Pesqueira
Diocese de Afogados da Ingazeira (instituída)
15/02/1964
Perda de território
Diocese de Pesqueira
Diocese de Floresta (instituída)
A tradução desta tabela é nossa. E nela pode ser constatado que a antiga diocese de Floresta e a atual Diocese de Pesqueira são técnica e oficialmente a mesma. Vemos ainda a novas dioceses criadas a partir de Pesqueira, inclusive a nova Diocese de Floresta, que não é a mesma de 1910.
 
As informações seguintes, também do site Catholic Hierarchy e mais uma vez de tradução nossa, mostram o histórico dos bispos da diocese em questão:
BISPOS VIVOS:
Bernardino Marchió (Bispo Coadjutor: 27 Mar 1991; Bispo: 26 May 1993 6 Nov 2002) 
BISPOS FALECIDOS:
Adalberto Accioli Sobral † (Bispo: 13 Jan 1934 a 18 Jan 1947)
Severino Mariano de Aguiar † (Bispo: 3 Dec 1956 a 14 Mar 1980)
Adelmo Cavalcante Machado † (Bispo: 3 Apr 1948 a 24 Jun 1955)
Augusto Álvaro da Silva † (Bispo: 12 May 1911 a 25 Jun 1915)
José Antônio de Oliveira Lopes † (Bispo: 26 Jun 1915 a 24 Nov 1932)
Manuel Palmeira da Rocha † (Bispo: 14 Mar 1980 a 26 Mai 1993)
         Com as informações do Catholic Hierarchy apenas confirmamos o que já tínhamos falado.
 
        A mesma bula Criou também as dioceses de Nazaré e Garanhuns. Bento XV, com aquela publicação, fez a Igreja de Pernambuco dar um enorme passo.


         Por Oliveira do Nascimento.

        Acréscimos e correções feitos em 16.04.2018.
         Fontes:
          WILSON, Luís. Roteiro de Velhos e Grandes Sertanejos. Recife: FIAM. 1978


MyFreeCopyright.com Registered & ProtectedLicença Creative Commons

<hr ‘style: color blue’ />Este artigo pertence ao Pesqueira Histórica.

Pesqueira Histórica Recebe Ótima Coleção de Fotos

Hoje o Pesqueira Histórica conseguiu ter acesso a uma excelente coleção de fotos do Pe. Eduardo Valença, que digitalizou as originais e as cedeu para o site. Algumas delas eu não conhecia e outras conhecia apenas versões com resolução mais baixa.
Entre as raridades temos uma imagem da capela original de Poção, sem as torres atuais. Em outra vemos Dom José Lopes em 1909, antes de ser sagrado bispo. A já conhecida foto da feira livre (parece-me que de 1913) agora podemos ver em resolução bem mais alta. Outras raras são do Colégio Santa Dorotéia, quando funcionava ainda ao lado da Fábrica Peixe, e o espetacular primeiro altar-mor da Catedral de Santa Águeda, essa para mim totalmente desconhecida até então. 
Segundo o padre, que é vigário geral da Diocese, parte delas – originais – pertencem a Severino Leite, outras são do acervo da própria Diocese. Na opinião dele, quanto mais pessoas tiverem acesso a esse material, melhor será para sua preservação. De fato, sem um trabalho feito como este, essa fotos ficariam escondidas dentro de alguma gaveta, como dever haver muitas.
Abaixo segue uma pequena amostra da coleção, mas em resolução menor devido à proposta desta nota. Pedimos a quem venha utilizar as fotos, que cite a fonte das mesmas. Esse atitude é essencial para assegurar o futuro desse material, para que possíveis pesquisadores saibam onde localizá-lo.

Posteriormente estudaremos uma forma de divulgar todas as imagens históricas da cidade, de uma forma apropriada, funcional e com qualidade. As pessoas precisam, e merecem, conhecer as feições da Pesqueira de antigamente.

Oliveira do Nascimento

Mons. José Lopes em 1909

Primeiro Colégio Santa Dorotéia (ao lado da Peixe)
Capela original de Poção (sem as torres atuais)
                                                           
                                                           
                                                                                Altar-mor original da
                                                                                 Catedral de Santa Águeda
MyFreeCopyright.com Registered & ProtectedLicença Creative Commons


Este artigo pertence ao Pesqueira Histórica.

O Pioneirismo de Dina Doceira

A fábrica Peixe em Pesqueira dispensa apresentações. A  empresa fundada em 1898 pelo casal Carlos e Maria Brito, durante 100 anos, foi a maior referência da cidade. Evidentemente este é um capítulo especial de nossa história que merece uma matéria a altura. No entanto, essa pequena – mas importante – nota é pela memória da mulher que foi uma das responsáveis pelo sucesso do empreendimento.
No já distante Século XIX, ainda na época do Império do Brasil, vivia em Pesqueira, num lugar afastado do centro, nas imediações do caminho para a fazenda Barra, uma senhora chamada de dona Negu. Ela tinha um pequeno fabrico caseiro de doces de goiaba que fazia enorme sucesso na localidade. Dona Negu era mãe de Dina da Conceição, Maria Frecheiras e Maria Emília. E foram as três que herdaram da mãe a pequena fábrica e também o conhecimento para produção dos doces.
Na verdade o produto era de fabricação artesanal, feitos em tachos comuns e mexidos a mão. Inicialmente tinham forma de barra, de cor escura, açucarado, de corte um tanto difícil, mas de gosto bastante apreciado pela população. Eram vendidos em fôrmas de madeira. Isso é o que nos conta Luís Wilson em Ararobá, Lendária e Eterna (Pesqueira, 1977). No entanto, diz-se que dona Dina conseguiu transformar o doce no que conhecemos hoje, em cor e consistência. O que era opaco tornou-se rosado e translúcido. Se já era saboroso, tornou-se também macio e de boa aparência.

Dina Doceira
Acervo do Museu Luís Neves
Nessa época as três irmãs começaram a vender os doces em latas feitas pelos funileiros da cidade, já que a nova consistência não permitia o corte em barra. Ainda segundo Luís Wilson, a demanda aumentava de uma forma que elas não conseguiam dar conta dos pedidos.
Depois, dona Maria Frecheiras deixou Pesqueira e foi morar em Palmares, lá se dedicando também à fabricação de doces.   Ainda no Século XIX dona Dina passou a trabalhar na casa de dona Maria Brito e para lá levou sua arte. Isso ocorreu por volta de 1897, no mesmo ano que o casal Brito mudou-se do centro da cidade para o chalé construído na antiga “Estrada de Sanharó”. No ano seguinte estava fundada a Fábrica M.B. (Maria Brito), que mais tarde seria conhecida nacional e internacionalmente como Fábrica Peixe.
A importância de dona Dina Doceira para a cultura do doce em Pesqueira é evidente. A pequena fábrica que mantinha em família com a mãe e as irmãs representa o começo dessa tradição, já que não conhecemos registro mais antigo sobre a produção de doces na cidade. O fator principal para o sucesso alcançado foi sua fórmula para transformar  o produto no que conhecemos hoje como padrão.
Dona Maria Brito foi uma mulher de vanguarda, corajosa e empreendedora, mas muito deve ela a dona Dina, que foi o elo de ligação entre a pura arte manual e a modernidade da indústria. Em tudo dona Maria Brito foi inteligente, até em saber a quem ter por companhia.
Marcelo O. do Nascimento
Fontes:
WILSON, Luís. Ararobá, Lendária e Eterna. Pesqueira: Prefeitura Municipal, 1980.

Licença Creative CommonsMyFreeCopyright.com Registered & Protected


Este artigo pertence ao Pesqueira Histórica.

A História do Cinema em Pesqueira

Os irmãos Lumière apresentaram sua invenção para o mundo em 1895. Era uma máquina, a qual chamavam de cinematógrafo, que projetava um filme em movimento diante de olhos curiosos dentro de uma sala escura.
O cinematógrafo chegou ao Brasil em julho de 1896 e, um ano depois, o Rio de Janeiro já contava com a primeira sala fixa de cinema: o Salão de Novidades de Paris. Em Pernambuco a novidade chegou em 27 de julho de 1909, com a inauguração do Pathé, em Recife.
Pesqueira, antes de o cinema chegar, conhecia o fotógrafo Severiano Neto, conhecido por Netinho, que vivia pelas festas da cidade e da região com um aparelho que projetava xilogravuras esculpidas por ele mesmo. Ele chamava aquilo de cinema instrutivo, no entanto a projeção era de imagens paradas, sem qualquer movimento. Apesar da precariedade e rusticidade, o aparato fazia sucesso.
O primeiro cinema propriamente dito de Pesqueira foi o Recreio Familiar, inaugurado em setembro de 1910 e que funcionava no Teatro Recreio Familiar Pesqueirense, na então Rua Duque de Caxias, atualmente o endereço correspondente à Cardeal Arcoverde, 65. O cinema era um empreendimento de Tonhé Didier e cobrava 1$000 por assento ou 500 réis por um lugar na plateia. Mais tarde seu nome seria mudado para Cine Pesqueira. Não sei exatamente em que ano a mudança ocorreu, mas, segundo Luís Wilson (em Ararobá Lendária e Eterna), um anuncio da Gazeta de Pesqueira de 16 de novembro de 1913 noticiava a exibição do filme Quo Vadis? No Cinema Pesqueira, ou seja, naquela data o nome já era o novo. A nota informava ainda o aumento do ingresso para os assentos, que passava a custar 2$000.
Luís Wilson, na mesma obra citada, afirma que em um dos números da Gazeta de Pesqueira de 1910 saiu o anúncio do funcionamento do Cinema Brasil, que cobrava 500 réis pela entrada na plateia e 1000 réis pelos assentos. Curiosamente é no mesmo ano da estreia do cinema Recreio Familiar (depois Cinema Pesqueira) e os preços dos ingressos são idênticos. Não sei se foi um equívoco do jornal ou de Luís Wilson ao fazer a citação ou ainda se se trata realmente de outro cinema. Até o momento não encontrei qualquer outra citação sobre o mesmo.
Em 1º. De novembro de 1914 surgiu o cinema de Tito Rego, que se chamava inicialmente de Cinema-Teatro e funcionava no Largo da Matriz, no mesmo prédio onde antes esteve o cartório do Maestro Tomás de Aquino. Em 11 de maio de 1915, com o nome de O Ideal, o novo cinema inaugurava uma moderna máquina de projeção, um Kinetophone Elgé, que era o que havia de mais avançado na época. O Ideal ficava no coração da cidade, contava com equipamento de primeira qualidade e exibia três sessões semanais, isso fez dele o primeiro grande cinema de Pesqueira.
O Ideal, de Tito Rego
Depois, mas ainda na época de O Ideal e do Cine Pesqueira, surgiu o Cinema Popular, que funcionava no número 31 da Rua Barão de Vila Bela. Esse cinema pertencia a dois comerciantes: Epifânio Cordeiro (vulgo seu Tapuio) e Francisco Tenório Sobrinho.
Esses foram os três primeiro cinemas de Pesqueira e, como o cinema ainda não falava, naquela época era comum as sessões serem acompanhadas por orquestras com grande repertório e habilidade para tocar as músicas certas para cada filme ou cena. Esse papel cabia ao Maestro Tomás de Aquino, que dividia seus músicos entre as três salas. Geralmente ele ficava no Ideal, onde tocava violino e era acompanhado por Glicério Maciel no pistom, Orestes Maciel (ou Alípio Galvão) na flauta e Napoleão Marques no clarinete, dentre outros músicos.
Em 1938 a cidade ganhou um novo cinema, o Cinema Moderno, que substituiu O Ideal. A novidade, segundo informações de Álvaro José Soares Ferreira, era dos irmãos Álvaro e Antônio Soares (seu avô e tio avô, respectivamente), que tinham como sócio Gilberto Pita, filho de Tito Rego. O Moderno tinha uma sala de projeção com capacidade para 480 pessoas e um projetor de 35 mm (ver blog Cine Mafalda, http://cinemafalda.blogspot.com/). Funcionava no número 83 da Rua Duque de Caxias, até que em 1967 mudou-se para um novo prédio, na mesma rua ao lado do Clube dos 50. O novo prédio era um espetáculo a parte e lembrava um cinema de cidade grande. Na parte da frente tinha uma galeria de lojas, sorveteria, etc., a sala de projeção era imensa e suportava mais de mil espectadores, além dos camarotes. Pode-se dizer que esse segundo Cinema Moderno foi o maior que Pesqueira já teve em todos os tempos.
Prédio original do Moderno
O blog Cine Mafalda, em sua relação de cinemas de rua em atividade nos anos 60, cita, além do Moderno, a Rádio Difusora de Pesqueira, com capacidade para 500 pessoas e projetor de 16 mm. Essa é uma informação totalmente nova para mim, não sabia da existência de uma máquina de projeção no auditório da rádio. Embora não tenhamos notícias de que algum filme tenha sido projetado ali, fica o registro histórico.
Houve ainda o cinema que pertencia à Diocese de Pesqueira e era conhecido popularmente como Cinema do Padre. Ainda segundo Álvaro José Soares Ferreira, seu nome verdadeiro era Cine Pesqueira. Essa informação me foi confirmada pelo Pe. Eduardo Valença, que me contou também que o nome oficial aparecia apenas em cartazes de rua e outras referências, não tendo qualquer letreiro na fachada ou no interior. Com certeza o esquecimento de seu nome real veio desse fato. Ele funcionava num grande prédio existente ainda hoje em frente ao Colégio Cristo Rei, idealizado e projetado pelo Pe. José Siqueira (segundo ainda Pe. Eduardo Valença). Não tenho informações precisas sobre datas de fundação e encerramento, mas o mesmo funcionou na mesma época da segunda fase do Moderno e foi fechado quando do bispado de Dom Mariano.
O último cinema a se manter funcionamento foi mesmo o Moderno, que fechou por volta de 1991 e reabriu em 1995, fechando definitivamente poucos meses depois, na mesma época da popularização dos aparelhos de vídeo cassete. Desde então Pesqueira não conta mais com nenhuma sala de exibição.
As chances de um novo cinema aparecer na cidade são praticamente nulas. Mesmo esse tipo de negócio tendo crescido nos últimos anos, ainda está aquém do que foi um dia. E a desfiguração dos velhos prédios ainda existentes em Pesqueira em nada ajuda a aumentar as possibilidades, já que seria necessária a construção de um novo ou uma gigantesca e inviável reforma em um dos remanescentes. Lembrando que ainda nem falamos do desinteresse da população em trocar um DVD pirata, barato e de péssima qualidade por uma exibição numa tela gigante e mágica e, mais, tendo de pagar um valor acima de R$ 2,00 de entrada. 
Realmente, em Pesqueira, o cinema não teve um final feliz.

Por Oliveira do Nascimento 

Notas:

  • Matéria atualizada em 28/02/2012 com informações de Álvaro José Soares Ferreira e Pe. Eduardo Valença. 
Fontes:

Cine Mafalda (blog disponível em http://cinemafalda.blogspot.com/ em 30/10/2011);

GASPAR, Lucia. Cinemas Antigos do Recfe. Matérias disponível em  
http://jconlineblogs.ne10.uol.com.br/jcempauta/2011/08/23/estado-compra-o-cine-sao-luiz/ em 05/11/2011;

Nadiversidades (blog disponível em http://nadiversidades.blogspot.com/ em 05/11/2011);


WILSON, Luís. Ararobá, Lendária e Eterna. Pesqueira: Prefeitura Municipal, 1980;
MyFreeCopyright.com Registered & Protected Licença Creative Commons


Este artigo pertence ao Pesqueira Histórica.

Eleições e Peças de Teatro na Capela de Pesqueira

A capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens em 1870 recebeu provisoriamente a freguesia de Santa Águeda, ficando com essa função até 1889, quando a nova igreja de Pesqueira foi concluída depois de incríveis 37 anos de obras. No entanto, além dos exercícios religiosos, a primitiva capela mandada construir por Manuel José de Siqueira tinha outros usos. Foi nela que, em 1892, foi realizada a primeira eleição do município autônomo de Cimbres, eleição aberta e a bico de pena que elegeu André Bezerra do Rego Barros como primeiro prefeito e Tomás de Aquino Maciel como conselheiro presidente do Conselho Municipal.
Fachada original da capela

No entanto, antes disso, em 1886, o patamar da capela foi palco da primeira peça encenada em Pesqueira: O Lírio Negro, da autoria do maestro Tomás de Aquino (MACIEL, 1982). Vale lembrar que a capela ainda era a original da fazenda Poço Pesqueiro e não a construída por Dom José Lopes em 1919 em seu lugar.

Por Oliveira do Nascimento.

Fontes:
MACIEL, Frederico Bezerra. Ubassagas. Recife: Editora Universitária da UFPE, 1982.

 MyFreeCopyright.com Registered & Protected Licença Creative Commons



Este artigo pertence ao Pesqueira Histórica.

Ararobá, Lendária e Eterna

Retorno a tratar da literatura referente à história de Pesqueira. Esse é um assunto que não dá para deixar de lado. Embora tenha descoberto muito material interessante e desconhecido pela maioria, por enquanto vou me ater às obras clássicas, mais populares e fáceis de encontrar. E, sem sombra de dúvida, o livro Ararobá, Lendária e Eterna é um dos mais interessantes exemplares deste tipo.

Capa do livro, por Julio Gonçalves.
O livro é  trabalho de Luís Wilson, que era vilabelense de nascimento, mas cresceu entre Arcoverde e Pesqueira, onde estudou e mais tarde fez carreira como médico. Em paralelo estudava a história de suas duas terras. Assim, nos deixou uma grande herança de pesquisa e informações históricas sobre as duas cidades.

Para nós especialmente, Ararobá, Lendária e Eterna é sua obra mais importante. A edição é de 1980, da Prefeitura Municipal de Pesqueira, e representa mais uma das várias obras que foram levadas a público no ano do centenário da elevação da vila a cidade. São 457 páginas distribuídas entre 15 capítulos. A seguir alguns assuntos tratados em cada um deles:

Capítulo I: Trata dos primórdios da história cimbrense, algumas informações sobre a Capitania de Itamaracá e sobre a sesmaria ganha por João Fernandes Vieira. Trata também da Guerra dos Bárbaros e da Confederação Cariri;

Capítulo II: Apresenta o capitão Pantaleão de Siqueira Barbosa, pai do fundador de Pesqueira. Trata também do próprio Manuel José de Siqueira e sua fazenda Poço do Pesqueiro e dos chamados Vinte de Pesqueira;

Capítulo III: Trata do capitão-mor Antônio dos Santos Coelho da Silva, fundador da fazenda Jenipapo, e sua filhas. Trata também de seus genros (assim como Manuel de Siqueira) Domingos de Souza Leão e Francisco Xavier Paes de Melo Barreto;

Capítulo IV: Trata da primitiva política cimbrense, dos primeiros presidentes do Senado e seus juízes ordinários. Também fala dos prefeitos do município de Cimbres já autônomo, a partir de 1893 com André Bezerra do Rego Barros;

Capítulo V: Este capítulo é dedicados às igrejas de Pesqueira, menos à igreja de Cimbres;

Capítulo VI: Aqui Luís Wilson nos fala da família Brito, começando pelo Barão de Cimbres, passando por Carlos de Brito e sua esposa dona Yayá. Ele aproveita e nos dá importantes informações sobre os primórdios da fábrica Peixe, inclusive sobre os doces de dona Negu da Pitanga e sua filhas Dina Doceira, Emília e Maria Frecheiras;

Capítulo VII: Continua com a família Brito (Jurandir de Brito e outros). Trata também da administração de Pesqueira por um deles, o famoso “seu” Candinho;

Capítulo VIII: Zeferino Galvão, o maior expoente da cultura pesqueirense de todos os tempo, é o assunto desse capítulo;

Capítulo IX: Dedicado a José Araújo e sua família, bem como (evidentemente) à sua loja de 1890;

Capítulo X: Trata do tenente-coronel José do Rego Couto e seus filhos, entre eles o comendador José Didier;

Capítulo XI: André Bezerra do Rego Barros, o primeiro prefeito do município autônomo de Cimbres, e outros membros da mesma família;

Capítulo XII: Sobre o comerciante, conselheiro e historiador José de Almeida Maciel, seus alunos em Pesqueira e sua primeira professora dona Úrusual Cizelina;

Capítulo XIII: Sobre professores e estudantes de Pesqueira no começo o Século XX, a família Valença, Anísio, Alípio Galvão e outros;

Capítulo XIV: Trata dos velhos jornais de Pesqueira: O Serrano, A Tarde, Gazeta de Pesqueira e outros. O capítulo fala também sobre os antigos cinemas de Pesqueira;

Capítulo XV: O último capítulo do livro é dedicado a Dom José Antônio de Oliveira Lopes e outros bispos, o Colégio Diocesano e o Santa Dorotéia, bem como o Ginásio Cristo Rei.

Esse foi apenas o resumo sobre os principais assuntos, na verdade há muito mais. O espaço é curto para falarmos de tudo e, na verdade, essa não é a intenção. Para aproveitar tudo que essa obra de importância ímpar oferece, só a lendo por inteiro. Com certeza é uma experiência fascinante, pois a pesquisa de Luís Wilson foi rica e abrangente, muito enriquece o conhecimento de quem a lê. Aliás, trata-se de mais uma leitura obrigatória para quem quer conhecer a história de Cimbres e Pesqueira.

O livro enquanto estava sendo escrito chamava-se A Velha Fazenda Poço da Pesqueira (História de Algumas de Suas Famílias), mas o nome foi mudado antes do lançamento. É conveniente lembrar que esse título, Ararobá, Lendária e Eterna, virou um clássico popular. Mesmo quem nunca leu o livro, ouve esse nome ecoando até os dias de hoje.

Por Oliveira do Nascimento.
Leia mais sobre literatura pesqueirense clicando AQUI.

MyFreeCopyright.com Registered & Protected Licença Creative Commons


Este artigo pertence ao Pesqueira Histórica.
Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.