Categoria: Imagens

Como era o IPSEP

Um dos símbolos do serviço público de Pesqueira funcionava na avenida Ésio Araújo. Era a unidade local do antigo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Pernambuco, o IPSEP.
No meu tempo de criança, havia no jardim da frente uma torneira onde a molecada tomava água depois de sair do antigo CERU e antes de “subirmos” para o bairro de Baixa Grande, isso entre 1985 e 87.
O IPSEP deve ter funcionado em Pesqueira por pelo menos uns 30 anos. Quando fechou no ano 2000, com sua reformulação e transformação no Instituto de Recursos Humanos – IRH1, restou-nos apenas o prédio como lembrança. No mesmo lugar, pouco depois, foi instalado o Condomínio de Cursos e posteriormente a Agência do Trabalho do SINE, atualmente dividindo espaço com um posto de atendimento de saúde da Prefeitura.
O prédio não tem nenhuma característica arquitetônica especial, mas tinha certo significado, o que vem sendo apagado a cada dia por alterações na fachada. Outro capítulo desse atual momento é a pintura de gosto duvidoso. O processo de alterações pode ser visto na sequência de fotos no fim da matéria.
A ocupação do imóvel por parte a Agência do Trabalho é louvável. Pior seria vê-lo fechado e abandonado, mas seria melhor ainda se estivesse bem cuidado, do jeito que ele merece.

Fontes:
1Jornal do Commercio. Recife. Notícia de 02/06/2000.

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Vídeos de Dom Palmeira em 1996

Em maio de 2012 disponibilizamos um vídeo de Dom Manuel Palmeira, bispo de Pesqueira, celebrando uma missa na Catedral de Santa Águeda em 3 de março de 1996. Esse vídeo foi gentilmente cedido por Braz Araújo, do blog   http://www.tudopb.com, que agora cedeu também a segunda parte do vídeo.

Abaixo seguem os dois vídeos:

PARTE 1

PARTE 2

Nossos agradecimentos a Braz Araújo e ao blog   http://www.tudopb.com.


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Associação dos Reservistas de Pesqueira promove exposição fotográfica

No último fim de semana, dias 26 e 27 de outubro, na XXIII Festa dos Ex-alunos, o pessoal da Associação dos Reservistas de Pesqueira montou uma exposição com fotos antigas da cidade. Fomos convidados oficialmente a participar com a divulgação do site e do primeiro volume do Pesqueira Histórica (do qual os últimos exemplares disponíveis foram esgotados).
A exposição foi inquestionavelmente um sucesso. Ficou claro não só pelo grande número de visitantes mas também pela expressão estampada no rosto de cada um ao por os olhos nas antigas imagens. Pela idade das fotografias, a maioria das pessoas mirava um passado não vivido, mas bastante revelador, onde figurava uma Pesqueira desconhecida, bastante diferente da atual. Para estes era um olhar de descoberta. Para outros, os mais vividos, era um olhar de reencontro com uma Pesqueira da infância ou da juventude, que foi de certa forma deformada pelo tempo.
O evento foi a prova de que o passado consegue encantar qualquer pessoa independente da idade. O que faltava era dar esse encanto aos pesqueirenses, o que o pessoal da ARP fez de forma brilhante. As fotos foram bem escolhidas, abordando diversos temas e épocas; e bem apresentadas, com legendas explicando o motivo retratado e a data. Todo o trabalho foi feito com o esforço particular dos membros da Associação, que se encarregaram de buscar as fotos em arquivos pessoais, identificá-las, copiá-las e prepará-las para ficarem apresentáveis. Quem esteve lá pôde comprovar que o resultado ficou excelente.
O Pesqueira Histórica fica muito grato pela oportunidade de participar deste momento e parabeniza a equipe da Associação dos Reservistas de Pesqueira pela coragem e pela dedicação à sua missão. Parabéns especialmente, nesta ocasião, pelo evento promovido. Se a cidade pudesse falar com certeza estaria agora agradecendo emocionada pela bela demonstração de amor.
Marcelo Oliveira do Nascimento.

Alguns momentos do evento (clique nas imagens para ampliar):


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Imagens de Dom Palmeira em 1996

O administrador do site  http://www.tudopb.com/, Braz Araújo, disponibilizou raras imagens em vídeo do saudoso bispo de Pesqueira Dom Manoel Palmeira. Trata-se de uma missa realizada na Catedral de Santa Águeda em 3 de março de 1996. O vídeo segue abaixo:

Na época Dom Palmeira era bispo emérito da Diocese, quando Dom Dino Marchió já era o titular.

Nossos agradecimentos ao site tudopb.com por ter nos dado acesso a tão raro arquivo. Não conhecemos outras imagens em vídeo de Dom Palmeira.

Por Oliveira do Nascimento.

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Fábrica Rosa no Começo do Século XX

Mais uma foto do começo do século XX. Na imagem, retirada do Álbum de Pernambuco (editado em 1913), vemos a Fábrica Rosa em seus primeiros anos. A data da foto na verdade é anterior à publicação, provavelmente de 1909.
Fábrica Rosa. Foto provavelmente de 1909.
Autor desconhecido. Cedida por José Florêncio Neto
Os indícios sobre a data são os seguintes:
  1. Os trilhos do bonde de burros que ligava a estação ferroviária à Fábrica Peixe não aparece na foto. Como é sabido, em 1911 os trilhos já estavam instalados e a linha funcionando plenamente;
  2. A reforma feita na fachada da fábrica também não aparece. Segundo gravação na própria fachada, essa obra é de 1910 (ver nas fotos recentes);
  3. No mesmo álbum de onde a foto foi retirada consta uma outra, da Fábrica Peixe (sem os trilhos do bonde na frente), na qual aparece a igreja do convento dos Franciscanos ainda sem o relógio na torre. A igreja é de 1908 e o relógio foi instalado em 1911 (ver matéria Fábrica Peixe no Começo do Século XX).
A construção da Rosa é de 1906 (WILSON, 1980), portanto a imagem é uma das primeiras da fábrica fundada por Tonhé Didier. Na verdade talvez seja a única que mostre a fachada original.
Fábrica Rosa em 1928
Foto: Severiano Jatobá Neto
A reforma citada acrescentou uma porta nova, que hoje serve de entrada para setores da prefeitura, e modificou a altura da platibanda frontal em um longo trecho. É importante observar também que foi acrescentado no fim da construção uma nova dependência, que hoje serve de sede da APLA – Academia Pesqueirense de Letras e Artes. Não sei se foi construída em 1910, mas é certo que em 1928 já estava ali, como pode ser visto na foto correspondente (na extrema esquerda da foto, ao longe). A chaminé, que não aparece na foto mais antiga, já aparece na de 1928 (retirada do livro Pesqueira Secular, 1980), bem como os trilhos do bonde.
Fábrica Rosa em 2011
Foto: Oliveira do Nascimento
Assim como na matéria Fábrica Peixe no Começo do Século XX, publicada em 5 de fevereiro deste ano, a imagem em foco não é de boa qualidade mesmo no próprio álbum, no entanto seu valor histórico é inestimável e ajuda a montar mais uma pequena parte do quebra-cabeça da história de Pesqueira.

Por Oliveira do Nascimento.

 OBS: CLIQUE NAS FOTOS PARA AMPLIAR.

Fontes:
  1. WILSON, Luis. Ararobá, Lendária e Eterna. Pesqueira: Prefeitura Municipal, 1980.
  2. BURGOS, Nivaldo et al. Pesqueira Secular – Crônicas da Velha Cidade. Prefeitura de Pesqueira, 1980.
  3. Álbum de Pernambuco. 1913


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Fábrica Peixe no Começo do Século XX

Mais uma imagem antiga de Pesqueira. Essa foi retirada do Álbum de Pernambuco, publicado em 1913 (cedido gentilmente por José Florêncio Neto, do Instituto Histórico de Pesqueira). No entanto, a foto é anterior. Provavelmente ela data entre maio de 1908 e, no máximo, algum mês de 1910. Os índicios são os seguintes:
  1. A igreja do Convento dos Franciscanos foi inaugurada em 24 de maio de 1908 (v. Álbum de Pesqueira, 1925) e a mesma já aparece na foto;
  2. O relógio da torre da igreja foi instalado em 1911 (v. Ararobá, Lendária e Eterna. Pesqueira, 1980) e o mesmo NÃO aparece na foto;
  3. Os trilhos do bonde de burros que ligavam a Fábrica Peixe à estação ferroviária tiveram sua última fase de implantação em 1911 (v. Ararobá, Lendária e Eterna…) e os mesmos NÃO aparecem na foto;
  4. No mesmo álbum, fonte desta fotografia, aparece uma foto da Fábrica Rosa tirada antes de 1910, já que a reforma feita em sua fachada naquele ano ainda não aparece.
Clique na imagem para ampliar
Sobre o tão falado bonde tracionado por burros, Luís Wilson (em Ararobá, Lendária e Eterna, obra já citada) dá a entender que a linha foi instalada depois de 1908 e que sua última fase de implantação foi concluída em 07 de maio de 1911, com a inauguração do bonde de passageiros. Não encontro informações sobre o primeiro ano de funcionamento, se foi em 1911 ou antes. De qualquer forma, na data citada seu funcionamento já era pleno.
Apenas por curiosidade, o chalé vizinho à fábrica foi residência do casal Carlos e Maria Brito a partir de 1897. Foi alí que começara a fabricação dos famosos doces de goiaba por dona Yayá e dona Dina Doceira.
A imagem tem pouca qualidade mesmo no Álbum, infelizmente. Não tenho notícias da original. Suponho que o fotógrafo tenha sido da editora, em Recife, e não de Pesqueira, o que diminui as possibilidades de acesso à mesma. Seja como for, fica o registro histórico.
Pesqueira, 05 de fevereiro de 2012, dia de Santa Águeda.

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Feira de Pesqueira e Capela em Velha Fotografia

Eis uma grande e importante descoberta para nossa história. Trata-se de uma das mais antigas imagens de Pesqueira, na qual aparece a feira no largo da matriz. Provavelmente esta é sua foto mais antiga e consta no Álbum de Pernambuco, que foi publicado em 1913. A mesma foi digitalizada por mim do exemplar original cedido gentilmente por José Florêncio Neto.

Feira de Pesqueira em antiga fotografia. Clicar na imagem para ampliar.

A data da imagem é provavelmente 1908 ou 1909. As evidências para esta afirmação são as seguintes:
  1. No mesmo álbum citado, consta uma fotografia da Fábrica Rosa, de quando a reforma feita na fachada em 1910 ainda não havia ocorrido;
  2. Consta ainda uma outra fotografia, esta da Fábrica Peixe, onde se vê o convento já construído (o que seu deu em 1908) e NÃO se vê os trilhos do bonde na rua, transporte que teve sua ultima fase de implantação em 1911, quando passou a transportar também passageiros (ver WILSON, Luís. Ararobá, Lendária e Eterna. Pesqueira, 1980);
  3. Na própria foto da feira NÃO se vê os trilhos do bonde, que passavam ao lado da igreja matriz.

Evidentemente cinema O Ideal de seu Tito Rego ainda não existia, pois o mesmo foi aberto em 1914. Na foto pode-se ver o prédio original, sem a reforma feita por ele (na rua de baixo, de quatro portas escuras, na esquina).

É interessante observar que a capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens, naquela época, ainda não havia passado pela reforma, que só ocorreria em 1919/1920. Ela aparece à direita do observador, no fim da rua. Pode-se ver logo acima da cumeeira do seu telhado as duas janelas do sobrado que, com a mesma reforma, tornou-se a sede da Diocese de Pesqueira. Estas duas janelas ainda hoje existem na construção. Embora  a igrejinha apareça em grande parte encoberta, dá para ter uma visão parcial do oitão no qual ficava o seu cemitério interno, o primeiro de Pesqueira. Dá para perceber também que, como falava o Pe. Frederico Maciel (ver Ubassagas, 1982), ela avançava no alinhamento da rua. Essa informação já havia me sido confirmada pelo Pe. Eduardo Valença, que fez um esboço demonstrando a situação.

Foto posterior à reforma. Clique para ampliar.

Por esta fotografia, o Pe. Eduardo Valença também constatou que a altura da capela ainda é a mesma da original. Realmente, olhando-se foto posterior, da mesma perspectiva, percebe-se que o telhado alcança a mesma altura que alcançava antes da reforma feita por Dom José Lopes. Fica fácil perceber se compararmos o telhado da capela e as janelas do sobrado nas duas fotos. Esse fato pode confirmar também que a obra do bispo foi mesmo uma reforma e não uma reconstrução, como falam alguns. As paredes que existem hoje devem ser ainda as originais e não outras construídas, tendo sido demolidas apenas as do cemitério lateral.
O original da foto é raríssimo. Até pouco tempo eu pessoalmente nem sabia que a mesma existia. A qualidade da impressão no Álbum de Pernambuco é péssima, sem a mínima definição. O acesso à fotografia original seria importantíssimo para remontar a história da capela, que só aparece em mais uma foto conhecida, sendo esta mais antiga ainda que a outra.
São achados como esse que me fazem continuar motivado a pesquisar e a divulgar meu material. Não perco as esperanças de que um dia venha a noticiar que encontramos a foto original e que enfim pudemos reconstituir a histórica capela da Fazenda Poço Pesqueiro.
Por Oliveira do Nascimento.

OBS: Para ampliar as imagens, clique nas mesmas.

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Pesqueira Histórica Recebe Ótima Coleção de Fotos

Hoje o Pesqueira Histórica conseguiu ter acesso a uma excelente coleção de fotos do Pe. Eduardo Valença, que digitalizou as originais e as cedeu para o site. Algumas delas eu não conhecia e outras conhecia apenas versões com resolução mais baixa.
Entre as raridades temos uma imagem da capela original de Poção, sem as torres atuais. Em outra vemos Dom José Lopes em 1909, antes de ser sagrado bispo. A já conhecida foto da feira livre (parece-me que de 1913) agora podemos ver em resolução bem mais alta. Outras raras são do Colégio Santa Dorotéia, quando funcionava ainda ao lado da Fábrica Peixe, e o espetacular primeiro altar-mor da Catedral de Santa Águeda, essa para mim totalmente desconhecida até então. 
Segundo o padre, que é vigário geral da Diocese, parte delas – originais – pertencem a Severino Leite, outras são do acervo da própria Diocese. Na opinião dele, quanto mais pessoas tiverem acesso a esse material, melhor será para sua preservação. De fato, sem um trabalho feito como este, essa fotos ficariam escondidas dentro de alguma gaveta, como dever haver muitas.
Abaixo segue uma pequena amostra da coleção, mas em resolução menor devido à proposta desta nota. Pedimos a quem venha utilizar as fotos, que cite a fonte das mesmas. Esse atitude é essencial para assegurar o futuro desse material, para que possíveis pesquisadores saibam onde localizá-lo.

Posteriormente estudaremos uma forma de divulgar todas as imagens históricas da cidade, de uma forma apropriada, funcional e com qualidade. As pessoas precisam, e merecem, conhecer as feições da Pesqueira de antigamente.

Oliveira do Nascimento

Mons. José Lopes em 1909

Primeiro Colégio Santa Dorotéia (ao lado da Peixe)
Capela original de Poção (sem as torres atuais)
                                                           
                                                           
                                                                                Altar-mor original da
                                                                                 Catedral de Santa Águeda
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