150 anos da festa de Santa Águeda

Marcelo Oliveira Nascimento

Como já bastante divulgado, a devoção a Santa Águeda, ou Santa Ágata (variação possível para o mesmo nome), chegou a Pesqueira em fins de 1852. Quando o operoso Frei Caetano de Messina esteve na região na prática de sua vida missionária, instalou-se em Cimbres, onde ficou por mais de 40 dias e, dentre várias ações, cuidou de reunir verba, mão de obra e, também, boa vontade, para restaurar a igreja matriz de Nossa Senhora das Montanhas. Vale lembrar que àquela altura o templo estava em péssimo estado de conservação, situação que se arrastava pelo menos desde 1836. Esse foi um dos motivos inclusive que motivou a perda da sede do termo (o que corresponde hoje a município) para o distrito da paz de Pesqueira, que permanece até hoje como sede municipal. Há mais de um relato sobre o cenário que se encontrava naquela época, um deles fala que a parede sul da nave do templo estava correndo risco de desabar e esse foi um dos motivos pelo qual a matriz foi destelhada para evitar que o teto viesse abaixo por desmoronamento.


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Analisando uma fotografia de 1924

Marcelo Oliveira Nascimento

A fotografia em questão data, pelo menos sua publicação, de 1924. Foi levada a público pela antiga revista Ilustração Brasileira. No curioso registro percebemos alguns elementos de grande identificação com o passado de Pesqueira. Em primeiro plano vemos o antigo bonde de burros, que ligava a Fábrica Peixe à estação ferroviária. Vemos com facilidade os 3 animais à frente do veículo e os trilhos por onde ele corria. Percebe-se também que eles adentravam a unidade fabril.

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