dPaC #5: O aniversário de Pesqueira

O ANIVERSÁRIO DE PESQUEIRA

Nesse episódio, Marcelo do Nascimento, Fábio Menino (Júnior) e Sivonia Lima falam sobre as várias e polêmicas datas de aniversário do antigo município cimbrense.

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Busto de José Araújo volta ao lugar de origem

Marcelo do Nascimento
Nesta semana de Natal, o busto de José Araújo voltou para o seu lugar de origem.
José Araújo foi o fundador da loja de mesmo nome em Pesqueira no ano de 1890. Com a reforma empreendida pela prefeitura na rua Duque de Caxias, onde o monumento ficava, o mesmo foi removido para a pracinha atrás do mercado publico, que leva o seu nome. Tal mudança gerou muita polêmica entre parte da população, gerando inclusive manifestação pública da família Araújo em Recife.
Com a devolução do busto ao seu lugar, cremos que venceu a tradição e a história. O monumento, fixado em frente à casa onde viveu o emblemático Zé Araújo, já havia criado um elo com a paisagem e com o dia-a-dia pesqueirense. Parabéns à prefeitura e aos envolvidos com essa acertada obra.
<hr ‘style: color blue’ />Este artigo pertence ao Pesqueira Histórica.

Pesqueira de 1800 – A fazenda, o fundador e sua gente.

Marcelo O. do Nascimento
Depois de cinco anos organizando fontes e fazendo anotações, chega ao fim o trabalho que resultou no livro Pesqueira de 1800 – A fazenda, o fundador e sua gente. Essa é uma obra diferente das anteriores, é a primeira na qual falo da história de Pesqueira de uma forma linear, começando com a povoação de parte do sertão, incluindo a área da fazenda Jeritacó, de Pantaleão de Siqueira Barbosa, passando pelo surgimento da fazenda Pesqueira, de Manuel José de Siqueira (filho de Pantaleão), até chegar a sua elevação a vila e sede do município de Cimbres.
Até agora foi o trabalho mais difícil de ser feito, devido principalmente à falta de fontes primárias. No entanto, bons ventos vindos dos Estados Unidos salvaram a pesquisa, impressionantemente. Os ventos vindos daquele país chegaram na forma do acervo digital da Universidade da Flórida, de onde consegui extrair muitas informações até agora desconhecidas sobre Pesqueira e sua rival, a fazenda Poço dos Patos. São capítulos que renderiam facilmente uma novela, nos quais se vê guerras políticas, tragédias familiares, torturas e assassinatos. Aqui se revela um passado pesqueirense violento e sem esperança, mas que, como de praxe, nos dá grandes lições.

Na verdade, o livro é fruto de um trabalho de leitura e pesquisa iniciados muitos anos atrás, mas que só há pouco tempo foi ganhando corpo até chegar ao que agora se apresenta. Sabemos que é apenas uma pequena parte da grande história de Pesqueira, mas ficamos com a expectativa de que seja um passo para uma caminhada muito maior.
O livro contem 308 páginas, conta com fotografias e está a venda pelo site do Clube de Autores, no link abaixo.

Este artigo pertence ao Pesqueira Histórica.

Pesqueira completa 180 anos

Marcelo O. do Nascimento
 
Neste 13 de maio de 2016 Pesqueira faz 180 anos. Embora o município tenha 254 anos, tendo sido instalado em 3 de abril de 1762, foi em 13 de maio de 1836 que ele foi transferido para a então povoação.
O 13 de maio é uma data esquecida, assim como é o 3 de abril. Em Pesqueira comemora-se apenas o 20 de abril, referente à elevação da sede municipal à categoria de cidade em 1880, na nossa opinião, historicamente falando, o marco menos importante entre estes três.
Ainda sonhamos que um dia as duas datas mais antigas possam fazer parte do calendário cívico municipal, o que ajudaria a divulgar Pesqueira como uma cidade verdadeiramente histórica. Afinal, ela não nasceu em 1880 como unidade política, mas em 1836 pela Lei Provincial n. 20, de 13 de maio daquele ano, herdando o município cimbrense criado em 1762.

Este artigo pertence ao Pesqueira Histórica.

Os 90 anos do Grupo Escolar Rui Barbosa

Marcelo O. do Nascimento
O grupo escolar nasceu como Virgínia Loreto em 21 de junho de 1925, no prédio que ainda hoje existe na rua Anísio Galvão, onde depois funcionou a Prefeitura Municipal e o Colégio Comercial. O brasão do Estado, que ainda enfeita sua fachada é a marca de quem o construiu: o governo de Pernambuco, com orçamento aprovado em 1924. Seu nome foi uma homenagem à primeira-dama da época, esposa do governador Sérgio Loreto, o governante que tanto fez por Pesqueira na década de 1920. Todavia, poucos anos depois, em novembro de 1930, o grupo seria rebatizado com o nome do grande intelectual baiano Rui Barbosa, possivelmente por questões políticas. O fato é que o novo nome consagraria a instituição e a deixaria marcada em definitivo na história pesqueirense. Essa marca ficou impressa de forma tão contundente que ainda hoje é o seu nome mais popular entre a população com mais de 40 anos de idade.

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